Se Dark Knight já foi o que foi, baseado numa personagem de BD que usa um fato justo ao corpo, não podem perder este "Inception".
O meu primeiro apontamento é a tradução do título do filme. Mais uma vez, apesar de estar mais ou menos apropriado, não faz justiça ao filme, pelo que não se deixem enganar por ele.
Inception é um filme para ver em silêncio. Portanto, aconselho a ir sozinho ou com verdadeiros apreciadores de cinema/de uma boa história. É preciso estar muito antento, concentrado e é preciso pensar. Não é fácil de digerir e não vai ser entendido por muitos, porque requer paciência e termina a dar-nos uma valente dor de cabeça que, no entanto, não deixa de ser prazeirosa. Inception deixou-me em silêncio toda a viagem de regresso a casa, o que não posso dizer de muitos outros filmes.
Daqui a uns anos pode confundir-se com Shutter Island: os dois protagonizados por Leonardo DiCaprio; os dois com personagens traumatizadas; os dois em cenários magalómanos e obscuros e com histórias complicadas, mas as assinaturas são completamente diferentes. O que Christopher Nolan aqui criou foi uma história com imensos planos paralelos, que podem parecer confusos mas que fazem completo sentido e não dão espaço para reconhecimento de falhas.
Se acharam a série "Lost" confusa, este filme consegue ser pior mas ao mesmo tempo mais rico. Os desempenhos estão todos ao mesmo nível (altíssimo, os cenários e efeitos especiais fantásticos, "limpos" e simples, sem exageros e tudo parece fazer sentido. Afinal, foi um filme que o realizador demorou 10 anos a idealizar.
É curioso como há uma falta da típica personagem "mau da fita": nenhum deles é héroi, nem anti-héroi, não existe bem nem o mau, só defeitos e imperfeições que trazem consequências por vezes, negativas.
Uma viagem ao sub-consciente que, se tiver disposto a isso, não vai querer perder.
Eu recomendo vivamente.
Ah, o final fica ao critério de cada um, mas tem sido um dos temas mais discutidos na internet nos últimos tempos ;)
Curiosidades:
» Achei tão engraçado o facto da actriz Marion Cottilard ter sido a protagonista de um filme sobre Edith Piaf, e a música-chave deste inception ser uma música da mesma cantora "Je ne regrette rien".
»Heath Ledger fez parte do filme The Dark Night, também realizado por Christopher Nolan. Mais alguém reparou que o actor Joseph-Gorden-Levitt que participa neste Inception, é muito parecido com o falecido Ledger?
(Não se assustem com o tamanho do post. O layout deste blog é que o faz ter este comprimento assustador.) De: Martin Scorsese Baseado na obra de: Dennis Lebane "Shutter Island" Com: Leonardo DiCaprio Ben Kingsley Mark Ruffalo Max von Sydow
Sinopse Leonardo DiCaprio (Titanic, The Aviator, The Departed) é Teddy Daniels, um investigador que acompanhado com o seu colega Chuck Aule, interpretado por Mark Ruffalo (Ensaio sobre a Cegueira),vão para uma ilha remota, Shutter Island, onde está localizado o Hospital de Ashecliffe, uma instituição que hospeda e trata criminosos com problemas psicológicos graves. Apesar de terem sido enviados para investigar o desaparecimento de uma prisioneira, Terry difere da sua missão, tentando descobrir a verdade sobre a instituição.Plano de Fundo É difícil falar deste filme e do enredo sem relevar demais. Vou tentar evitar spoilers, porque acho verdadeiramente que este filme merece ser visto sem se saber muito sobre ele.
Vamos estabelecer o tom do filme:
Tudo nele grita Noir, Gótico, Hitchcock, Buñuel, Edgar Allan Poe!De facto, enquanto via o filme, o estilo Gótico fez-me lembrar imediatamente The Birds, e um toque a surrealismo fez-me pensar Robert Wiene. Confirmei as minhas suspeitas quando li as notas de produção, onde se afirmava que Martin Scorsese, enquanto lia o guião, associou-o ao The Cabinet of Dr.Caligari.
Como Scorsese já nos habituou, e se revelou mestre, em todos os seus trabalhos : o filme é perfeito no que trata a explorar os sentimentos de culpa, paranóia e tensão. De facto, o ambiente era tão claustrofóbico, que eu estava constantemente tensa, ansiosa e colada à cadeira com a sobrancelha franzida.
O filme é baseado na obra "Shutter Island", de Dennis Lebane, autor do livro "Mystic River", e "Gone Baby Gone" que também já foram adaptados para cinema. O registo gótico permaneceu intacto, das páginas do livro para o ecrã.
O Melhor É bom ver o amadurecimento de Leonardo DiCaprio, através do grande ecrã, ao longo dos anos. No papel de Terry Daniels, ele presenteia-nos com um fantástico desempenho, cheio de "camadas" e juro que me começava a doer a cabeça só de vê-lo sofrer com as enxaquecas.
Mark Ruffalo é um deleite para os olhos, já que quase parece ser o anjo, o companheiro, o verdadeiro da história...e fá-lo tão bem. O filme é rico em dualidades, o que é sempre fascinante e enriquece a história. Todos têm duas versões e os temas dividem-se sempre entre o "bem e mal", "yin e yang", "guerra e paz", "herói, vilão"... A nível de cenário e vestuário, nada a apontar. Os edifícios são monstruosos, negros e têm o elemento sobrenatural q.b. para se ajustarem a todo o molde do filme. Belíssimo, esteticamente.
Apesar de a meio do filme já termos uma ideia de como vai terminar o filme, não é previsível, porque acabam sempre por haver pequenos "twists and turns". O Não tão bom Não é o melhor trabalho de Scorsese, e o problema de ter vindo logo a seguir ao "The Departed" é exactamente esse: é um trabalho bom, mas em comparação com o anterior, é fraco. Mas não deixa de ser um bom filme! E é isso que é fascinante em Scorsese: ele entrega-nos grandes obras primas, como o The Departed mas depois volta sempre às origens e a um registo mais familiar: a irreverência do realizador em aceitar este filme torna-o também interessante.
O primeiro diálogo e algumas cenas iniciais fizeram-me pensar "isto vai ser uma desilusão", mas a partir da meia-hora, comecei a ficar interessada pela história, e a minha opinião mudou radicalmente.
O Pior Não é necessariamente o pior, mas para quem odeia filmes que parecem inacabados, ou deixam o final em aberto, para a audiência dar a sua própria interpretação, este filme não é para eles.
Será que os loose ends resultam de problemas de produção/realização (não creio), ou fazem parte de todo o tom demente do filme?
Veredicto final Adoro temas relacionados com a psicologia humana e este é particularmente pertinente: será que o louco é realmente louco, ou somos nós que estamos loucos e não conseguimos ver a verdade?Quem é que está louco: Nós ou o Mundo?
Um filme com boas interpretações, visualmente perfeito, interessante e consistente... Eu aconselho.
Conselho É pesado. A quem costuma ir ao cinema, por ir, não aconselho. Não vai sair mais leve, nem mais alegre. Eu saí com uma dor de cabeça, pesada, triste e pensativa.
Fun Fact Lobotomia é um tema recorrente durante o filme. Sabem quem é que desenvolveu a prática de lobotomia (mais correctamente designada de leucotomia)? O nosso prémio Nobel da Medicina: Dr. Egas Moniz.
Esta review não vai ser muito longa... Não sei se já tiveram oportunidade de ver este filme "The Code", com Antonio Banderas e Morgan Freeman.
Não sei bem o que dizer sobre ele. Entretém, mas não é um bom filme. Surpreendeu-me o final, contudo, o que é sempre bom! Mas estava à espera de mais acção e o que me deram foram demasiadas cenas quentes entre o António Banderas e Radha Mitchell, que seriam mais pertinentes se ao menos houvesse algum bocadinho de química entre os dois. Morgan Freeman sempre naquele estado sonâmbulo próprio que já todos nós conhecemos e António Banderas foi quem me manteve mais interessada talvez também porque, confesso, tenho uma admiração muito grande por ele (não é qualquer pessoa que vai para os EUA sem sequer saber falar Inglês só para seguir um sonho e consegue-o, mesmo apesar de em 80% dos seus filmes retratar traficantes de droga e ladrões latinos).
Se estiver a dar na TV, força, vejam-no. Se quiserem antes um DVD para alugar, não gastem dinheiro neste...
Nunca tinha ido ao DocLisboa e devo dizer que é uma experiência a repetir. Tive muito pena de não ter tido tempo de melhor explorar o espaço da "Culturgest", mas a experiência valeu MUITO a pena, mesmo que tenha ido ver apenas o novo documentário de Jorge Pelicano "Pare, Escute, Olhe". "O filme expõe ao ridículo uma classe política nacional afasta da realidade do país, mal informada, mal formada e com obscuros interesses pessoais. A realidade em torno da vida dos habitantes da aldeia da Ribeirinha (Vila Flor) traz-lhe um lado humano divertido e dramático, provando que as decisões de secretária de poderes miserabilistas afectam o futuro e mesmo a sobrevivência de toda uma região..." como nos é dito no blog construído com o propósito de ajudar a salvar o Tua e que peço a todos que visitem.
Para todos aqueles que achavam que Javier Bardem era o responsável não apenas por "Este País Não é Para Velhos", "Amor em Tempos de Cólera" e "Vicky Christina Barcelona", mas também pela participação especial em "Anatomia de Grey", "Weeds" e "PS: I Love You" está redondamente enganado. Este últimos foram papéis de Jeffrey Dean Morgan, mas a semelhança entre os dois é impressionante. Parecem separados à nascença:
À esquerda Javier Bardem e à direita Jeffrey Dean Morgan.
Uma História fantástica com um elenco de luxo. O último filme de Heath Ledger (que não chegou a completar, tendo o papel sido adoptado por Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law). Tom Waits, Christopher Plummer...só bons actores!
E Johnny Depp arrepia-me, fazendo-me lembrar da morte de Ledger quando diz: "Nothing's permanent...Not even death!"
E este é o motivo pelo qual Inglês TEM DE SER OBRIGATÓRIO E BEM ENSINADO na escola:
"Filmes preferidos:
Darty Dancing Prit Women
" Ou estas são daquelas "obras" que saem de Bollywood a imitar os filmes Americanos, ou todos os professores de línguas deviam levar uma chicotada no rabo neste preciso momento...
*Cortesia de Catarina, que encontrou esta precisiocidade*
P.S.: E, já agora, apesar de adorar Patrick Swayze, prefiro o filme Pretty Woman, pelo que vos deixo com um clip deste clássico cinematográfico com a encantadora Julia Roberts e o não menos adorável (e este sim, intemporal) Richard Gere.
Fui ver ontem... Um filme ao estilo dos irmãos Cohen, com um bom argumento, bom acting, mas não podemos retirar os olhos do ecrã por um segundo, ou deixar de ouvir uma palavra...se o fizermos, perdemos "o fio à meada". Algumas reviravoltas esperadas, outras totalmente inesperadas. Um fim talvez demasiado mirambolante mas altamente inteligente.
Julia Roberts tem escolhido papéis interessantes ultimamente...
O Melhor:
Ficarmos fascinados pelo filme até ao último momento porque é enervante não percebermos o encadeamento, até que chegamos ao fim e tudo faz perfeito sentido;
Roberts e Owen, apesar de uma química não perfeita;
Fui ver! Não só para amadores de cães, mas também de gatos, animais em geral ou então pessoas que não gostam de animais! É um filme adorável... Não é daquele género de película sobre cães que falam nem nada disso. Tudo o que está retratado é pura verdade! Eu que o diga...tenho dois Marleys iguaizinhos.
O melhor: - Tem uma linha emocional muito fácil de seguir e nos seduzir; - Muito fiel ao livro; - A química extraordinária entre Jennifer Aniston e Owen Wilson;
Fui ver... Pena ser dobrado, já que é considerado um filme para crianças. Querem um conselho? Não levem crianças. Preparem-se para um filme assustador, surreal, estranho mas visualmente maravilhoso, ao estilo "Estranho Mundo de Jack" e "Noiva Cadáver".
Não vão com expectativas. Não é um filme para qualquer um. É preciso ter uma mente aberta e deixar a imaginação e o sonho liderar o caminho, só depois seguido pela razão. Pais, vão ver!! Mas sem os filhos. Aprenderão alguma coisa, disso vos asseguro..;)
P.S.: Agora sempre que olho para um botão, assusto-me..:P
Ultimamente só vos tenho falado em cinema, mas a verdade é que não tenho tido tempo para nada e cinema é das coisas que mais prazer e distracção me dá, daí aproveitar cada segundo para satisfazer esta necessidade.
Fui ver "O Leitor": Fenomenal!
O melhor:
- O Elogio à leitura! - Kate Winslet - gosto muito de a ver no ecrã, mas desta vez estava fenomenal! - A maneira como nos obrigam a sentir compaixão e ódio em simultanêo!