quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

R.I.P.

Heath Ledger foi encontrado morto num dos seus apartamentos em Manhatam, por volta das 6 da tarde. Causa da morte ainda por determinar.

Requiem ao falecido

domingo, 20 de janeiro de 2008

Eu Sou Lenda (I Am Legend)

Vou ser sincera. Estas três palavras com que começo este post, normalmente querem dizer que "não vem aí coisa boa", mas não me interpretem mal...

Vou ser sincera, eu se não tivesse lido o brilhante livro "I am legend" de Richard Matheson, não tinha ido ver este filme ao cinema. E porquê? Vampiros, terror, destruição...Não é o meu género de filme...Pelo menos género de filme para ir ver ao cinema. Talvez o tivesse visto, mais tarde, em DVD. Mas não em cinema.
Mas fui ver. Fui ver porque estava curiosa como seria a adaptação do livro para o grande ecrã.
Não fiquei desiludida nem impressionada. E isto porque não tem absolutamente nada a ver. A época é outra, a cidade é outra, a história é outra, o próprio final (ainda que parecido) é outro.
Chorei que nem uma Madalena, quando ele perde o seu maior amigo (a cadela), porque estas coisas com animais fazem-me impressão, mas a verdade é que a história entre ele e o canino não têm nada a ver com a do livro.
O próprio conceito de terror, no filme, concentra-se nos sustos que apanhamos com os vampiros; mas na obra consiste no estado psíquico do último homem à face da terra, que se vai deteriorizando há medida que o tempo passa. É por isso que a obra é genial.
Agora, dir-me-ão alguns, "É uma adaptação! Não é suposto ser igual ao livro".
E eu respondo "Fair Enough". Por isso, vou analisar o que gostei e desgostei do filme, independentemente do livro.

É um bom filme de entretenimento. Não é do género para ganhar prémios mas não foi concedido com esse propósito, foi feito para entreter e para pôr-nos a pensar acerca da situação daquele último homem à face da Terra. Will Smith está bem. Começa menos bem, mas depois mostra-nos, devagarinho, a loucura e despero, até que se torna um retrato fiel ao que seria alguém naquela situação. Gostei da ideia da mensagem de rádio que ele enviava todos os dias e, de certa forma, gostei do final.

Não gostei do facto de ele ser tecnologicamente avançado...torna as coisas, "demasiado fáceis" se é que me faço entender. Além disso, quem não tiver lido o livro fica, em parte, sem perceber o propósito do final.

Não atribuirei pontuação ao filme porque sinceramente não faço ideia que pontuação atribuir. Não foi um post muito esclarecedor por isso, vão ver...e façam o vosso próprio julgamento.

P.S: Agaeme, é melhor não ires ver! A cena da cadela é mesmo muuuuiiiitttoooo triste!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Sweeney Todd

Fui ver o Sweeney Todd no passado dia 9 ao Teatro Aberto e achei fantástico!

O musical, realmente, eu não conhecia e fiquei totalmente apaixonada por ele.
As músicas são fantásticas e a história interessantíssima. É que para além de ser uma história macabra de um homem desesperado retrata a podridão da sociedade da época e até alguns aspectos da actualidade "The history of the world, my love, is those below serving those up above!" disse Sweeney Todd, por exemplo.
A tradução das letras para Português ficou maravilhosa e tão fiel ao texto que me surpreendeu, tendo em conta que as letras originais são daquele Inglês popular com expressões particulares.
O cenário é fantático, não demasiado complexo (mas a peça não o requer, pelo contrário, é muito crua) contudo é muito dinâmico e um deleite para os olhos do público.
O elenco é fantástico, TODOS, desde o assustador Mr.Todd, passando pelo macabro divertidísimo da Mrs.Lovett, a superioridade do juíz até à genialidade de Henrique Feist (um artista tão completo!), o coro e dançarinos são extremamente profissionais e o mesmo tem de ser dito da orquestra.
Um Musical à medida da Broadway e West End!

Agora é esperar pelo filme de Tim Burton que sairá este Natal, época interessante para contar a história (verídica, por mais incrível que pareça) de Sweeney Todd, não acham?

So true...


"It's man devouring man, my dear!"

Sweeney Todd



sábado, 1 de dezembro de 2007

Jesus Cristo Superstar


Obra milagrosa de Filipe La Féria e do seu elenco? Se não é, andou por perto...
Em cerca de um mês, passou-se uma peça fantástica do Rivoli no Porto para o Politema em Lisboa; ensaiou-se um elenco parte original, parte novo à peça; treinaram-se novos técnicos, novos músicos, criou-se um novo palco, e onde antes vibrava "Música no Coração" agora empolga-nos o melhorado "Jesus Cristo Superstar"!
O Politema não é o mesmo. Em tempo recorde mudou-se o "look" de teatro tradicional, para um moderno prateado onde o elenco tem oportunidade de interagir com o público e este, sente-se envolvido na famoso histórica bíblica. A história é a mesma que no Porto: os últimos dias de Jesus vistos pelos olhos de Judas, no entanto a música, os coros, o novo elenco e o diferente formato do palco conseguem superar a versão Nortenha.
As personagens têm profundidade e certas cenas são tão reais que podem ser chocantes para o público mais sensível (como o suicídio de Judas ou a crucificação de Jesus);
Novos adereços, enriquecem também esta peça tão dinâmica e onde cor e luz são importantíssimas.
Estão todos de parabéns: conseguiram criar uma peça magnífica num tempo curtíssimo!
Valeram as nódoas negras, os ensaios tardios e os jantares fora de horas.
É, realmente, um espectáculo maravilhoso a não perder...
Ficam as saudades de Música no Coração que, apesar de num estilo diferente, também marcou pela genialidade.
Um abraço a todos do Politeama,

sábado, 24 de novembro de 2007

Pensamento da semana

A Unidade estrutural básica do ser vivo não é a célula ao contrário do que possam dizer, é a música; por se nos tirarem uma célula, regeneramos, mas tirem-nos uma nota de música, e ficaremos para sempre incompletos...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Elizabeth - The Golden Age -

" By God, England will not fall will I am Queen" e não caiu, muito menos o filme, na minha consideração.

Já o fui ver duas vezes e a minha opinião mantém-se: a nível técnico e de interpretação, este filme é para cinéfolos. As cores e música enchem o ecrã e a interpretação de Cate Blanchet é simplesmente brilhante! Parece que a actriz, em certos momentos, reencarna a própria Elizabeth. É bem sabido que a Rainha tinha um grande sentido de humor, era inteligente, tinha uma grande paixão pela dança e um temperamente difícil e Cate Blanchet retrata essas características na perfeição. Meus senhores e minhas senhoras não tinham dúvidas, aquela era Elizabeth Tudor!
Li várias críticas que afirmavam que o trailer retratava um filme como uma tragédia histórica repleta de "cenas de guerra" e afinal tinham-se deparado com um pseudo-drama romântico.

A verdade é que a derrota da Armada Invencível foi de extrema importância mas o filme retratou-o da melhor maneira possível; tendo em conta o título do filme "Elizabeth", o realizador não se poderia concentrar apenas nas batalhas, mas também em todo o background político, social e económico que o contextualiza.

Na minha opinião, este filme é um deleite para os admiradores e conhecedores da Elizabeth I de Inglaterra pois, o romance entre Sir Walter Raleigh e Elizabeth (que, segundo os critícos menos conhecedores da Rainha, foi considerado um" desperdício de fita") assim como a cena em que embala o filho da sua aia favorita, mostram o lado carente, apaixonado e maternal que a Regina teve de abandonar para governar.

Já todos conhecemos as suas batalhas, as suas lutas, porque não, por uma vez, focar-nos na sua vida e nos seus sentimentos? A "Idade de Ouro" foi, para além, de um marco na História Inglesa, uma época emocional difícil para a Rainha.

A simbologia do filme é também fascinante: a boneca que a princesa espanhola segura durante quase todo o filme pode ser interpretado de diversas formas: Em primeiro lugar, era bastante comum existirem bonecos que retratavam membros da realeza mas toda esta situação pode ser encarada, por exemplo, como motivo de troça de Isabel; ou a aspiração da jovem princesa a ser como a Rainha de Inglaterra... Eu preferido acreditar na segunda hipótese.... ; )